Podcasts

  • S3 E4: Christmas Special with Isobel Hayward - Mia and Sam are getting into the festive spirit with their colleague Isobel Hayward! We chat about what Christmas would've been like for the Brontës, our...
    2 weeks ago

Monday, January 05, 2026

Monday, January 05, 2026 12:30 am by M. in , ,    No comments
Anne Bronté scholars in Portugal:
Sónia Aires Lima, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa 
Medievalista, (39), 171–196

Nenhum período histórico existe em completo isolamento dos demais. Os acontecimentos interligam-se e as ideias transitam ao longo do tempo. Apesar de aparentemente distante, a voz dos antepassados manifesta-se através de tradições, simbolismos ou da continuidade de aspetos fundamentais da condição humana, que permanecem, em certa medida, inalterados. Tal é o caso da Idade Média, frequentemente percebida como remota, mas que, em momentos específicos, revela uma surpreendente proximidade com questões contemporâneas.
Este artigo analisa a posição social da mulher, destacando padrões de restrição de movimentos, dúvidas sobre as suas capacidades físicas, morais e intelectuais, e uma misoginia, ora velada, ora explícita, que atravessam tanto a Alta Idade Média como o período vitoriano. Apesar da distância temporal, ambos os contextos refletem sociedades estruturadas por dinâmicas patriarcais semelhantes.
A literatura, em particular a poesia, constitui neste estudo um instrumento essencial para a compreensão de modelos sociais e culturais. A poesia anglo-saxónica de voz feminina e a juvenilia de Anne Brontë, especialmente a poesia de Gondal, exploram questões de género e poder, refletindo tensões culturais que ecoam conceções medievais e vitorianas. O universo poético evidencia o potencial da literatura para transcender barreiras temporais, revelando padrões sociais persistentes e desafiando normas culturais estabelecidas.

0 comments:

Post a Comment